Pode parecer uma rotina comum e sem consequências, mas a realidade é que poderá representar um risco para a sua saúde. Vários profissionais de saúde alertam para esta prática frequente no dia-a-dia que pode contribuir para um aumento do risco de desenvolver cancro. Verifique se faz parte da sua rotina e descubra de que forma pode minimizar esse risco.
Numa entrevista à revista Parade, diversos especialistas revelaram que uma das práticas em causa é o armazenamento de sobras de comida no frigorífico em recipientes de plástico. Segundo os mesmos, o mais aconselhável é optar por alternativas mais seguras, evitando exposições desnecessárias.
Armazenar alimentos em recipientes de plástico: quais os perigos?
“Actualmente sabemos que uma parte considerável do risco de cancro está relacionada com o ambiente que nos rodeia e com as exposições a que estamos sujeitos diariamente, e não apenas com factores genéticos”, explica Suneel Kamath.
Por sua vez, Tingting Tan refere que “o risco de desenvolver cancro, para além da herança genética, resulta frequentemente da acumulação de pequenas exposições ao longo de vários anos e não apenas de um único erro significativo”. A especialista acrescenta ainda que “a forma como os alimentos são conservados pode parecer um pormenor sem importância, mas influencia a quantidade de substâncias químicas a que o organismo fica exposto, podendo afectar o equilíbrio hormonal, os processos inflamatórios e a saúde celular”.
Embora os recipientes de plástico sejam uma solução prática e conveniente para guardar alimentos, a sua utilização pode estar associada a vários problemas de saúde. “É difícil encontrar uma alternativa tão cómoda como o plástico para este fim. No entanto, a possibilidade de libertação de substâncias químicas para os alimentos deve levar-nos a reflectir sobre os seus potenciais efeitos”, refere Kamath.
O especialista destaca ainda que o risco de cancro não depende exclusivamente da genética. “Trata-se de uma combinação de diversos factores, como a predisposição genética, o estilo de vida, a alimentação, o ambiente e a exposição prolongada a determinadas substâncias químicas. Infelizmente, ainda não existe um nível de exposição claramente definido como totalmente seguro ou perigoso.”
Opções mais seguras para conservar alimentos
Segundo os especialistas, guardar alimentos em recipientes de plástico durante longos períodos poderá representar um risco acrescido. Uma das razões apontadas está relacionada com a possibilidade de certas substâncias químicas presentes no plástico passarem para os alimentos.
“Com o passar do tempo, essas substâncias podem migrar para os alimentos, para a água ou para o ambiente. Um recipiente novo tende a ser mais estável, enquanto um recipiente antigo, riscado ou frequentemente sujeito ao calor apresenta maior probabilidade de degradação.”
Além disso, nem todos os plásticos possuem a mesma durabilidade quando comparados com outros materiais. “A utilização contínua, as lavagens frequentes e a exposição ao calor podem provocar desgaste, originando pequenas fissuras e enfraquecendo a estrutura do material. Como consequência, aumenta a probabilidade de libertação de microplásticos para os alimentos e bebidas armazenados.”
O aquecimento de comida em recipientes de plástico, especialmente no micro-ondas, é outra situação que merece atenção. “Quando o plástico entra em contacto com temperaturas elevadas, o seu processo de degradação acelera significativamente”, alertam os especialistas.
Como opção, os recipientes de vidro podem ser uma solução bem mais saudável e com riscos mais reduzidos. A porcelana, a cerâmica e o barro/argila são também outras boas hipóteses. Por outro lado, o silicone acaba também por ser melhor do que o plástico, ainda que não é 100% seguro.
























